O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29) o encerramento de seu ciclo na vida pública e descartou qualquer candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas após um evento com empresários em São Paulo.
“Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e coração tranquilo sobre essa decisão. Eu sempre disse que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída, que eu não me eternizaria na política, eu tenho muito desapego a poder. Felizmente, não preciso da política para sobreviver”, afirmou Pacheco.
O parlamentar destacou que sua saída abre espaço para que novas lideranças conduzam o processo de reconstrução do estado. Segundo o senador, Minas Gerais possui nomes qualificados para assumir essa missão, garantindo que sua ausência na disputa será suprida por pessoas de alta capacidade técnica e política.
“Obviamente no momento oportuno esses partidos vão sentar, vão tratar e vão definir um nome para candidatura ao governo, a vice-governador, a senador da República. Vejo uma candidatura muito consolidada da ex-prefeita Marília Campos ao Senado Federal, algo que me entusiasma muito ter uma mulher no Senado, representando Minas Gerais com a qualidade da Marília Campos”, completou.
Pacheco nega expectativas para tribunais superiores
Além de afastar a possibilidade de concorrer ao Executivo estadual, o senador também negou qualquer expectativa de ingressar em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal ou o Tribunal de Contas da União.
“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no STF, se isso foi cogitado em algum momento, isso foi bem resolvido, é uma página virada. Não há sequer a vaga no Tribunal de Contas. Obviamente que é um tribunal muito relevante, seria honroso para qualquer parlamentar, mas é algo que não se cogita nesse instante”, afirmou.
PT avalia nomes para sucessão em Minas Gerais
Com a negativa de Rodrigo Pacheco, lideranças do PT em Minas Gerais iniciaram a busca por uma solução caseira para o pleito. O partido avalia a recepção de nomes como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia, além da ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.
A cúpula nacional do partido, contudo, evita desgastar a candidatura de Marília Campos ao governo, visto que ela é considerada um nome estratégico para a disputa ao Senado, visando fazer frente à direita. O cenário político mineiro também observa movimentações sobre o presidente Lula e possíveis alianças com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ou nomes ligados ao PSB, como o empresário Josué Alencar.
Fonte: Cnnbrasil