Monique Medeiros, ré no caso Henry Borel. Monique Medeiros, ré no caso Henry Borel.

Monique Medeiros enfrenta júri popular pela morte de Henry Borel

Monique Medeiros enfrenta o Tribunal do Júri pela morte de seu filho, Henry Borel. Ré é acusada de omissão e participação indireta em crimes violentos.

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, figura como ré no processo que apura a morte da criança, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão nacional devido à gravidade das lesões constatadas e às circunstâncias que envolveram a mãe e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho.

O Ministério Público do Rio de Janeiro aponta Monique como responsável por omissão e participação indireta no crime. Segundo a denúncia, ela detinha o dever legal de proteção da criança e, mesmo ciente da situação, teria permitido a continuidade das agressões sofridas pelo filho.

Antes do episódio, Monique atuava como professora e ocupou cargos de direção em escolas públicas. Posteriormente, passou a trabalhar como assessora no Tribunal de Contas do Município do Rio. Ela iniciou um relacionamento com Jairinho em 2020, passando a viver com o vereador e o filho no mesmo apartamento onde o crime ocorreu.

Laudo do Instituto Médico Legal identifica 23 lesões no corpo da criança

Conforme as investigações da Polícia Civil, Henry foi levado desacordado ao hospital pelo casal, chegando ao local sem vida. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que a criança teria sofrido um acidente doméstico, versão que foi descartada pela perícia técnica.

O laudo do Instituto Médico Legal identificou **23 lesões** no corpo do menino, incluindo hemorragia interna e ruptura do fígado. Tais marcas foram consideradas compatíveis com ação violenta, refutando a tese de queda acidental apresentada pelos réus.

Mensagens recuperadas do celular de Monique indicam que ela foi alertada por uma babá sobre agressões praticadas pelo padrasto pelo menos um mês antes da morte. O inquérito sustenta que, apesar dos avisos, a mãe não tomou medidas efetivas para proteger o filho.

Ministério Público detalha acusações por omissão e falsidade ideológica

O Ministério Público sustenta que Monique não apenas se omitiu, mas atuou para encobrir o crime. Ela é acusada de prestar informações falsas à equipe médica para mascarar as agressões e evitar a responsabilização do companheiro.

Entre os crimes imputados estão homicídio qualificado por omissão, tortura por omissão, falsidade ideológica, fraude processual e coação no curso do processo.

O caso motivou a criação da chamada “Lei Henry Borel”, que endureceu punições para crimes contra crianças. A defesa de Monique nega as acusações e sustenta que o julgamento deve analisar se houve omissão deliberada e participação na dinâmica de violência.

Monique e Jairinho serão julgados pelo Tribunal do Júri, onde sete jurados decidirão pela condenação ou absolvição em crimes dolosos contra a vida. O processo é acompanhado de perto pela opinião pública.

Fonte: Cnnbrasil