Investidores buscam oportunidades em fundos de crédito privado negociados em bolsa, aproveitando avaliações que atingiram no mês passado o menor patamar desde 2022. O movimento ocorre em meio a preocupações com a exposição desses veículos a empresas de software, que enfrentam riscos de disrupção pela Inteligência Artificial.
O que você precisa saber
- As avaliações de fundos decréditoprivado (BDCs) listados subiram cerca de **2,4%** neste mês.
- O desconto em relação ao valor patrimonial atrai investidores que buscam arbitragem entre ativos listados e não listados.
- Omercadoaguarda a divulgação de balanços de grandes gestoras como BlackRock e Blackstone para avaliar a qualidade dos portfólios.
Arbitragem entre fundos listados e não listados
A estratégia de muitos investidores consiste em vender cotas de fundos não listados para adquirir veículos listados, que frequentemente são negociados com desconto em relação ao seu valor patrimonial líquido. Enquanto os fundos não listados limitam resgates trimestrais, as BDCs listadas oferecem liquidez imediata no mercado.
Oportunidade de ganho com a diferença de preços
Mike Petro, gestor de portfólio da Putnam Investments, destaca que a migração para fundos públicos tem gerado entradas significativas em seus produtos. A diferença de avaliação permite que o investidor capture valor ao trocar ativos privados por equivalentes públicos mais baratos.
Riscos e incertezas no setor de software
Nem todos os analistas veem o momento como ideal para compras. Scott Opsal, diretor de investimentos do Leuthold Group, alerta para a dificuldade de mensurar as perdas futuras em empréstimos para empresas de tecnologia, que representam cerca de 20% dos portfólios das BDCs.
Pressão sobre o valor patrimonial
Chelsea Richardson, analista da Fitch Ratings, projeta pressão negativa sobre o valor patrimonial líquido das gestoras devido a reduções nos investimentos em software. Mesmo sem perdas de crédito efetivas, o ajuste de mercado pode impactar os resultados do primeiro trimestre.


Fonte: Infomoney