Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF. Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF.

Flávio Dino defende penas maiores para corrupção no Judiciário

O ministro Flávio Dino propõe penas mais rigorosas e perda de cargo para integrantes do Judiciário envolvidos em casos de corrupção e obstrução de Justiça.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, defendeu a necessidade de reformar o Código Penal para endurecer as punições contra crimes cometidos por integrantes do sistema de Justiça. A proposta abrange juízes, procuradores, advogados, defensores, promotores e servidores públicos.

O que você precisa saber

  • Dino propõe penas mais altas, afastamento imediato e tipificação ampla da obstrução de Justiça.
  • A medida visa combater o que o ministro classifica como “justicídio”, visando proteger a lisura do sistema jurídico.
  • A proposta surge como resposta à insuficiência dos atuais órgãos de controle frente a redes sofisticadas deCorrupção.

Propostas de endurecimento penal

O ministro sugere a ampliação das penas para crimes como peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação e tráfico de influência. A ideia central é aplicar um “espelhamento” de delitos já existentes, mas com sanções mais severas devido à quebra de confiança inerente ao exercício do cargo.

Afastamento e perda de cargo

Dino defende regras que imponham o afastamento imediato das funções assim que a denúncia for recebida pela Justiça. A condenação definitiva deve resultar na perda automática do cargo público. Para advogados, o recebimento da denúncia geraria suspensão na Ordem dos Advogados do Brasil, enquanto a condenação levaria ao cancelamento definitivo do registro profissional.

Criminalização da obstrução de Justiça

O magistrado propõe a criminalização de ações que visem impedir ou retaliar o andamento de processos, independentemente de estarem ligadas a organizações criminosas. O objetivo é punir qualquer ato que comprometa o funcionamento da administração da Justiça.

Limites dos órgãos de controle

Dino reconhece a importância de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça, mas afirma que esses instrumentos se tornaram insuficientes. Segundo o ministro, o “ultra-individualismo” e a sofisticação das práticas de lavagem de dinheiro exigem um tratamento legal mais rigoroso para garantir a legitimidade democrática do Direito.

Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF
Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF em 16/04/2026.

Fonte: G1