O que você precisa saber
- O saldo total de operações de crédito subiu para R$ 7,215 trilhões em março.
- O avanço no acumulado de 12 meses chega a 9,66%, refletindo a expansão do mercado.
- A proporção de crédito em relação ao PIB alcançou 55,8% no período.
O sistema financeiro nacional registrou uma alta de 0,9% no estoque total de crédito em março, consolidando o montante em R$ 7,215 trilhões. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, o volume de operações mantém uma trajetória de crescimento constante, com variação acumulada de 9,66% nos últimos 12 meses.
Dinâmica das concessões
Variações no volume de empréstimos
O desempenho das concessões apresentou resultados distintos conforme o ajuste aplicado. Sem ajuste sazonal, o volume alcançou R$ 732,9 bilhões, um avanço de 20,3% ante fevereiro. Contudo, ao considerar o ajuste sazonal, houve um recuo de 1,5%, totalizando R$ 692,7 bilhões.
No recorte por tipo de recurso, as operações livres subiram 19,4% e atingiram R$ 663,3 bilhões. Já o crédito direcionado, que segue normas governamentais, registrou uma elevação de 29,3%, com um total de R$ 69,7 bilhões concedidos no período.
Composição do estoque
Distribuição por tomador e recurso
O estoque de crédito livre apresentou elevação de 1,1%, chegando a R$ 4,107 trilhões, enquanto o crédito direcionado subiu 0,74%, para R$ 3,108 trilhões. A participação do crédito no PIB subiu de 55,6% para 55,8% em apenas um mês.
Ao analisar os tomadores, o saldo destinado às famílias somou R$ 4,530 trilhões, uma alta de 0,83%. Para as empresas, o montante alcançou R$ 2,685 trilhões, representando um crescimento de 1,13% na base mensal.
Juros e inadimplência
Custos das operações financeiras
No segmento de recursos livres, a taxa de juros média ficou em 48,3% ao ano, recuando 0,1 ponto percentual. O spread bancário também seguiu tendência de queda, passando de 35,1 para 34,6 pontos percentuais.
A inadimplência no crédito livre apresentou melhora, situando-se em 5,7% ante os 5,8% observados em fevereiro. Em contraste, as operações com recursos direcionados registraram aumento no custo médio, com a taxa de juros subindo 0,7 ponto percentual, para 12,1% ao ano.
Fonte: Globo