O que você precisa saber
- A projeção para o IPCA em 2026 subiu para **4,86%** nesta semana.
- Esta é a sétima alta consecutiva nas estimativas coletadas pelo Banco Central.
- O avanço é impulsionado pela pressão do petróleo no mercado internacional.
O mercado financeiro elevou, pela sétima semana consecutiva, a estimativa para a inflação oficial do Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,80% para **4,86%**.
A alta nas expectativas é atribuída aos impactos da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo no mercado internacional. O encarecimento do barril pressiona os custos dos combustíveis, gerando reflexos diretos na inflação brasileira.
Projeções para os próximos anos
Ajustes no horizonte de longo prazo
As estimativas para o IPCA também foram revisadas para os anos seguintes em um movimento de cautela do mercado:
Para 2027, a projeção subiu de 3,99% para **4,00%**. Em 2028, a estimativa avançou de 3,60% para **3,61%**. Já para 2029, a previsão de inflação permaneceu estável em **3,50%**.
Desde 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua, com o objetivo de manter a inflação em 3%, com uma margem de tolerância que varia entre 1,50% e 4,50%.
PIB, Selic e Câmbio
Estimativas para a atividade e moeda
Além da inflação, o mercado ajustou suas expectativas para outros indicadores macroeconômicos fundamentais:
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 teve um leve recuo, passando de 1,86% para **1,85%**. Mesmo com a pressão inflacionária, a estimativa para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida em **13% ao ano**. Para 2029, houve um recuo na projeção de juros, de 9,88% para 9,75%.
No cenário externo, a previsão para a cotação do dólar ao fim de 2026 foi reduzida de R$ 5,30 para **R$ 5,25**. O Boletim Focus é elaborado com base em uma pesquisa realizada pelo Banco Central junto a mais de 100 instituições financeiras, refletindo o consenso sobre o cenário econômico do país.
Fonte: G1