Mensagens reveladas mostram que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) manteve contato direto com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para articular o financiamento do filme Dark Horse. O longa-metragem narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As trocas de mensagens colocam em dúvida as declarações feitas anteriormente pelo parlamentar sobre o suporte financeiro recebido pela produção.
Trocas de mensagens confirmam articulação de apoio
Em registro de WhatsApp datado de 11 de dezembro de 2024, Frias expressa gratidão ao banqueiro pelo suporte ao projeto. “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país”, afirmou o deputado. Em outras comunicações, o parlamentar descreveu a obra como um “milagre” e uma “questão de Justiça divina”, ressaltando o valor histórico que atribui ao conteúdo para as próximas gerações.
Apesar do teor das mensagens, Mário Frias negou publicamente em 14 de maio que o Banco Master tivesse fornecido recursos para o filme. Após a divulgação das novas denúncias, o deputado mudou a versão e afirmou que o Banco Master não seria um investidor direto, sustentando que a relação jurídica ocorria por intermédio da empresa Entre Investimentos.
Envolvimento de Flávio Bolsonaro e o uso do aporte financeiro
O financiamento do longa, que teria recebido aproximadamente R$ 61 milhões ligados a Vorcaro, também envolve a figura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Documentos indicam que o senador atuou como intermediário em negociações e realizou pressões sobre o banqueiro por pagamentos. Em resposta, o parlamentar nega irregularidades e classifica o movimento financeiro como um “negócio entre particulares”.
A proximidade entre os agentes políticos e o banqueiro gera questionamentos sobre a transparência do aporte. Analistas reforçam que, considerando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, o esclarecimento sobre a procedência desses valores torna-se um ponto central no debate público sobre ética e o uso de recursos privados em produções políticas.
Fonte: UOL