A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília, passou por uma mudança importante nesta terça-feira (19). O advogado Eugênio Aragão, subprocurador-geral da República aposentado, confirmou sua saída do caso em um momento em que avançam as negociações para uma colaboração premiada.
Divergências na estratégia jurídica do caso
A decisão de Aragão foi motivada por discordâncias processuais com o outro advogado que atua na causa, Davi Tangerino. Em nota oficial, o ex-defensor reforçou que sua postura é baseada na “absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”.
Aragão acrescentou que, sob seu comando, uma possível colaboração premiada só seria viável mediante a “apresentação de provas consistentes e inequívocas”, sempre respeitando as instituições e a legalidade. Davi Tangerino permanece na condução da defesa de Costa, mas não detalhou os próximos passos da estratégia.
Prisão e expectativas sobre colaboração premiada
Paulo Henrique Costa está preso desde 16 de abril por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorreu na quarta fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de negociação de propina envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ex-presidente do banco segue custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, onde trabalha na estruturação dos anexos para o acordo. Embora o termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal não tenha sido formalizado, o processo deve envolver relatos sobre figuras políticas, incluindo Ibaneis Rocha e Celina Leão.
Fonte: UOL