A SulAmérica Investimentos revisou sua projeção para a taxa básica de juros, a Selic, elevando a estimativa de 13% para 14% ao final de 2026. A mudança reflete uma avaliação mais cautelosa sobre o cenário inflacionário brasileiro e a trajetória da política monetária conduzida pelo Banco Central.
Inflação em 3,5% no quarto trimestre de 2027 dificulta convergência
Para Natalie Victal, economista-chefe da instituição, o desafio de conduzir o IPCA para um patamar próximo à meta de 3% tornou-se mais complexo. A dificuldade foi acentuada após o Banco Central revisar sua própria projeção de inflação para o horizonte relevante, elevando a estimativa de 3,3% para 3,5% no quarto trimestre de 2027.
Orçamento de cortes da Selic torna-se mais restrito
A piora nos indicadores de preços impõe um ritmo de flexibilização monetária mais contido. Segundo Victal, o cenário atual exige um orçamento de cortes da taxa de juros mais apertado, limitando o espaço para reduções agressivas ao longo dos próximos meses.
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Fonte: Globo