A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal trabalha com a projeção de que o preço do barril de petróleo encerre o ano em torno de US$ 70. Segundo a executiva, a companhia tem estruturado seus projetos para serem resilientes a cenários de preços mais baixos, visando mitigar os efeitos da volatilidade internacional no mercado doméstico.
Estratégia de preços dispensa paridade de importação
Chambriard destacou que a Petrobras não está pressionada pela paridade de importação, uma vez que a estratégia atual de comercialização considera o equilíbrio entre o valor aceito pelo cliente e o custo mínimo para a empresa. Sobre o possível reajuste nos preços dos combustíveis, a presidente pontuou que a aprovação de um projeto de lei que permite o uso de receitas extraordinárias com petróleo para reduzir tributos, como o PIS/Cofins, pode ser suficiente para evitar aumentos diretos ao consumidor final.
A executiva reforçou que o abastecimento nacional está garantido e que a estatal não vê necessidade de importação de gasolina para os meses de abril e maio, salvo em situações excepcionais de falha de suprimento por terceiros.
Petróleo acima de US$ 110 pressiona mercado global
Enquanto a Petrobras projeta uma trajetória de queda para o petróleo, o mercado global enfrenta um momento de alta. O barril tem operado acima de US$ 110, impulsionado pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse choque nos preços energéticos tem gerado temores inflacionários, impactando outros ativos financeiros; nesta terça-feira (28), por exemplo, os contratos futuros de ouro registraram queda de 1,82% na bolsa de Nova York.
O foco imediato do mercado permanece nos esforços de mediação geopolítica e na normalização das cadeias de suprimento de energia, fatores que, uma vez estabilizados, devem reduzir a pressão sobre os preços globais.
Fonte: Estadão