O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025 e um recuo de 7,3% em relação ao trimestre anterior, situando-se abaixo das projeções de mercado que estimavam entre R$ 4 bilhões e R$ 4,13 bilhões.
Retorno sobre patrimônio atinge 16% no trimestre
O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) encerrou o período em 16%, com queda de 1,6 ponto percentual na base anual e 1,5 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior. O indicador afasta o banco da Meta de 20% estabelecida pela administração para o ano de 2028.
As receitas totais mantiveram estabilidade, atingindo o montante de R$ 21,2 bilhões. Esse valor representa uma alta de 0,9% no comparativo anual e de 0,8% no trimestre.
A margem financeira sofreu impactos decorrentes da sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros. No entanto, a margem com clientes registrou alta de 4,8%, totalizando R$ 16,5 bilhões, impulsionada pelo maior volume de operações e pelo spread.
Carteira de crédito alcança R$ 706 bilhões
A carteira de crédito ampliada somou R$ 706 bilhões ao final de março. O volume manteve estabilidade, com leve alta anual de 3,4% e queda de 0,4% na comparação trimestral, seguindo uma estratégia de maior rigor na concessão de crédito.
O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,3%, registrando alta de 0,6 ponto percentual no ano. A pressão sobre este indicador foi concentrada no segmento de pessoas físicas de menor renda e empresas de menor faturamento.
As despesas com provisão para créditos duvidosos (PDD) totalizaram R$ 6,3 bilhões no trimestre. Por outro lado, o índice de eficiência do banco alcançou 37,7%, refletindo melhora de 1,5 ponto percentual na base anual devido ao controle de despesas gerais.
Fonte: Infomoney