O mercado de renda fixa brasileiro apresenta um comportamento seletivo nesta quarta-feira (29), com investidores ajustando suas carteiras diante da expectativa pelas decisões de política monetária do Comitê de Política Monetária (copom), no Brasil, e do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos.
Movimentação no Tesouro Direto
No Tesouro Direto, os títulos prefixados registraram alta nas taxas logo na abertura. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,62% para 13,67%, enquanto o vencimento em 2032 avançou de 13,72% para 13,75%. O papel com juros semestrais 2037 teve um ajuste para 13,80%.
Nos títulos indexados à inflação, o cenário foi misto. Enquanto vértices intermediários, como o IPCA+ 2032 e 2037, apresentaram alta, a ponta mais longa da curva, representada pelo IPCA+ 2060, mostrou uma leve acomodação. A família Renda+ e os papéis Educa+ também exibiram comportamentos distintos, com compressão de taxas nos vencimentos mais longos.
Emissões Bancárias
Na plataforma da XP, as opções de renda fixa bancária seguem disponíveis com taxas variadas. Para CDBs, as ofertas prefixadas chegam a 14,450% ao ano para prazos superiores a 12 meses. Títulos atrelados à inflação alcançam IPCA+ 8,400% em um ano, enquanto os pós-fixados atingem até 109% do CDI.
As LCAs apresentam taxas prefixadas de até 12,190% (acima de 1 ano) e as LCIs atreladas à inflação chegam a IPCA+ 6,770%. As ofertas são limitadas à capacidade disponível de cada produto na plataforma.
Cenário Macroeconômico
A cautela dos investidores reflete a pressão de fatores globais, como as tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo, que impactam as expectativas inflacionárias. No Brasil, a expectativa majoritária do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passaria de 14,75% para 14,50% ao ano. Já nos Estados Unidos, a previsão é de manutenção dos juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Com informações de InfoMoney e Money Times.
Fonte: Infomoney