O Santander Brasil deu início à temporada de balanços dos grandes bancos com números abaixo das expectativas do mercado. No primeiro trimestre de 2026, a instituição reportou um lucro gerencial de **R$ 3,788 bilhões**, queda de 7,3% em relação ao quarto trimestre de 2025 e retração de 1,9% na comparação anual.
Inadimplência acima de 90 dias chega a 3,3% em março
O índice de inadimplência superior a 90 dias subiu para 3,3% em março, ante 3,1% registrado em dezembro e 2,8% no mesmo período do ano anterior. O movimento de alta foi impulsionado tanto pelo segmento de pessoas físicas quanto pelo de pequenas e médias empresas.
O CEO do banco, Mario Leão, reconheceu a preocupação com a qualidade dos ativos em setores como o agronegócio e o segmento de cartões. ‘Apesar disso, o executivo afirmou que a trajetória de recuperação da instituição permanece firme e que o banco está bem provisionado para lidar com os desafios atuais’, destaca o relatório.
Margem financeira bruta soma R$ 15,8 bilhões
A margem financeira bruta atingiu R$ 15,815 bilhões, um crescimento trimestral de 3,1%, mas com queda de 0,7% na base anual. O desempenho foi impactado por uma margem de operações com o mercado ainda negativa, embora em patamar superior ao prejuízo registrado no final de 2025.
O banco manteve disciplina de custos, com despesas operacionais estáveis. O resultado foi beneficiado pela redução no número de agências e de funcionários, permitindo que o índice de eficiência atingisse 37,7%.
Ações SANB11 operam em queda após balanço trimestral
A reação do mercado à divulgação dos números foi de cautela, refletindo um cenário macroeconômico desafiador. As ações do Santander (SANB11) registraram queda logo após a publicação do balanço.
Analistas do setor financeiro avaliam que uma recuperação do papel dependerá diretamente da estabilização dos índices de inadimplência e de uma retomada na expansão da carteira de crédito nos próximos meses.
Fonte: Globo