Ibovespa acumula sexta queda consecutiva pressionado por Vale e cenário externo em contexto de Finanças do Brasil Ibovespa acumula sexta queda consecutiva pressionado por Vale e cenário externo em contexto de Finanças do Brasil

Ibovespa acumula sexta queda consecutiva pressionado por Vale e cenário externo

O Ibovespa recua 2,05% e acumula seis dias de perdas. Vale lidera baixas por custos elevados, enquanto dólar sobe a R$ 5,00 com inflação e juros.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (29) com uma queda de 2,05%, atingindo 184.750,42 pontos. Este resultado marca a sexta sessão consecutiva de perdas para o principal índice da bolsa brasileira, configurando o pior desempenho desde 20 de março.

Vale tomba 5,87% e pressiona desempenho setorial

O desempenho negativo foi fortemente influenciado pela Vale (VALE3), cujas ações despencaram 5,87% após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026. Embora a mineradora tenha reportado um lucro maior, o mercado reagiu negativamente aos custos mais elevados apresentados no período.

O setor bancário também contribuiu para a queda do índice. Houve destaque negativo para o Santander (SANB11), que recuou 2,65% em meio a preocupações com o aumento da inadimplência. Papéis como Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil também registraram perdas superiores a 2% na sessão.

Em contrapartida, a Petrobras (PETR4) registrou alta de 3,03%. O movimento foi beneficiado pela valorização do petróleo no mercado internacional, que se aproximou dos US$ 120 diante das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e os Estados Unidos.

Decisões de juros e alta do dólar a R$ 5,001

O dia foi marcado pela expectativa em torno das decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas, em uma reunião que marcou a despedida de Jerome Powell do comando da instituição. No Brasil, o mercado aguardava a decisão do Copom sobre a taxa Selic, com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual.

O dólar comercial acompanhou a tendência de alta global e encerrou o dia cotado a R$ 5,001, uma valorização de 0,40%. O clima de cautela foi reforçado pela divulgação do IGP-M, que acelerou para 2,73% em abril. O índice superou as expectativas do mercado e refletiu pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.

Fonte: Infomoney