Ex-presidente Jair Bolsonaro em contexto de cumprimento de pena. Ex-presidente Jair Bolsonaro em contexto de cumprimento de pena.

Datafolha aponta que 59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro

Pesquisa Datafolha revela que 59% dos brasileiros defendem a manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Entenda os dados por faixa etária e perfil.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo revela que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra pena em regime domiciliar. O levantamento indica que 37% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente deve retornar à prisão, enquanto 5% não souberam responder.

Prisão domiciliar de Jair Bolsonaro dura 90 dias

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu o benefício de forma temporária por um período de 90 dias. Após o encerramento deste prazo, o magistrado poderá prorrogar a decisão ou determinar o retorno do ex-presidente ao complexo penitenciário da Papudinha.

Apoio à domiciliar chega a 81% entre empresários

O apoio à permanência em casa é mais expressivo entre brasileiros com mais de 60 anos, atingindo 61% deste público. Entre empresários, a defesa pela prisão domiciliar chega a 81%. Em contrapartida, a parcela que defende o cumprimento da pena em regime fechado soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.

Preferências eleitorais dividem opinião sobre pena

A pesquisa detalha a percepção conforme o espectro político. Entre eleitores que se identificam como de centro, 53% apoiam a domiciliar e 41% a volta à prisão. Entre os apoiadores de Bolsonaro, 94% defendem a domiciliar. Já entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 66% desejam o retorno à prisão, enquanto 28% preferem a domiciliar. A pesquisa Genial/Quaest também tem monitorado cenários eleitorais em estados estratégicos como São Paulo e Bahia.

Metodologia registra 2.004 entrevistados pelo Datafolha

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades brasileiras entre os dias 7 e 9 de abril. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026, apresentando uma margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Fonte: Estadão