Ibovespa fecha em queda de 2,05% pressionado por balanços e cenário externo em contexto de Finanças do Brasil Ibovespa fecha em queda de 2,05% pressionado por balanços e cenário externo em contexto de Finanças do Brasil

Ibovespa fecha em queda de 2,05% pressionado por balanços e cenário externo

O Ibovespa recuou 2,05% nesta quarta-feira, pressionado por balanços corporativos negativos da Vale e Weg, além da política de juros conservadora nos EUA.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (29) com queda de 2,05%, atingindo 184.750 pontos. O resultado marca o sexto dia consecutivo de perdas para o principal índice da bolsa brasileira, pressionado por um cenário de aversão ao risco tanto no mercado interno quanto no exterior.

Vale e Weg pesam em balanços do primeiro trimestre

O desempenho negativo foi influenciado pelos resultados trimestrais de empresas de grande capitalização. As ações da Vale (VALE3) recuaram 5,87%, cotadas a R$ 79,44, após o lucro do período ser impactado por custos operacionais mais elevados do que o esperado pelo mercado. A Weg (WEGE3) também registrou queda expressiva de 6,75%, refletindo números abaixo das expectativas de analistas.

Em contrapartida, o setor de óleo e gás apresentou comportamento distinto. As ações da Petrobras subiram mais de 3%, com ganhos de 3,16% para as ordinárias e 3,03% para as preferenciais. O movimento acompanhou a valorização do petróleo no mercado internacional, que atingiu patamares elevados devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Federal Reserve mantém juros entre 3,50% e 3,75%

O humor dos investidores foi afetado pela decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Embora a decisão fosse esperada, o tom conservador do colegiado e a presença de votos dissidentes — incluindo membros que se opuseram a sinais de flexibilização monetária — geraram cautela nos mercados globais.

A alta do petróleo, impulsionada pelo impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos e pela incerteza sobre o Estreito de Ormuz, elevou o prêmio de risco e reacendeu preocupações inflacionárias. No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0018.

Especialistas apontam fluxo consistente para América Latina

Apesar da correção recente, analistas mantêm uma visão construtiva para o mercado brasileiro. Especialistas do Scotiabank e do HSBC destacam que os fluxos estrangeiros para a América Latina permanecem consistentes e que o atual ciclo de juros no Brasil continua atrativo. A avaliação é de que o movimento de queda recente é uma pausa natural após um período de valorização expressiva da bolsa no ano.

Fonte: Globo