A Suzano (SUZB3), maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 4,3 bilhões. O resultado representa uma queda de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo, principalmente, os efeitos da valorização do real frente ao dólar.
Receita de R$ 10,9 bilhões sofre impacto da variação cambial
A receita líquida da companhia somou R$ 10,9 bilhões, um recuo de 5% na comparação anual e de 16% frente ao trimestre imediatamente anterior. Embora o mercado de celulose tenha apresentado desempenho positivo, com sucessivos aumentos de preços impulsionados por uma demanda aquecida, a apreciação cambial neutralizou esses ganhos financeiros no período.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,58 bilhões, apresentando uma baixa de 6% no comparativo anual, com a margem mantendo-se estável em 42%. O volume de vendas de celulose subiu 7%, alcançando 2,8 milhões de toneladas, enquanto o preço médio por tonelada avançou 1%, para cerca de US$ 560.
Segmento de papel registra queda de 14% no Ebitda
O segmento de papel enfrentou um cenário mais desafiador, com queda de 3% no volume de vendas e recuo de 8% nos preços, pressionados tanto pelo ambiente internacional quanto pelo câmbio. Como resultado direto dessa pressão, o Ebitda deste segmento específico caiu 14% na base anual.
Em contrapartida, a companhia obteve ganhos de eficiência no custo caixa de produção de celulose, que recuou 7% para R$ 802 por tonelada. Esse movimento foi beneficiado pela redução no preço de insumos e pelo efeito cambial, mantendo a alavancagem financeira em 3,3 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda em dólar.
Resultado financeiro positivo alcança R$ 4,6 bilhões
O resultado financeiro da Suzano no período foi positivo em R$ 4,6 bilhões. O montante foi impulsionado por variações cambiais favoráveis e operações com derivativos, fatores que compensaram parte das pressões operacionais enfrentadas pela empresa nos primeiros três meses do ano.
Fonte: Infomoney