O que você precisa saber
- Scott Kirby confirmou a tentativa de fusão com a American Airlines, mas o negócio não avançou.
- A união criaria a maior companhia aérea do mundo, visando escala global e competitividade.
- O CEO da American Airlines, Robert Isom, classificou a proposta como anticompetitiva e prejudicial ao setor.
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, confirmou que avaliou uma possível fusão com a American Airlines, mas que as negociações foram encerradas. Segundo o executivo, a união teria criado uma companhia aérea com escala global e capacidade de liderança no setor, embora a contraparte tenha rejeitado a proposta de forma definitiva.
A visão da United sobre a consolidação
Kirby detalhou que a fusão buscava o impulso econômico e a geração de empregos. O executivo argumentou que, com desinvestimentos em mercados específicos, os reguladores poderiam ter aprovado a operação. Para ele, a iniciativa representava uma forma de ganhar escala e inaugurar uma nova era de liderança da aviação dos Estados Unidos.
Resistência da American Airlines
O CEO da American Airlines, Robert Isom, afirmou que não possui interesse em qualquer acordo com a United. Em declarações a analistas, Isom classificou a união das duas maiores companhias aéreas do país como algo negativo para os clientes e para o mercado. O ex-presidente Donald Trump também manifestou preferência pela manutenção das empresas separadas para garantir a livre concorrência.
Contexto político e setor aéreo
O cenário atual reflete uma postura de cautela do governo em relação ao setor aéreo. Enquanto o secretário de Transportes, Sean Duffy, indicou abertura para fusões, o governo também avalia intervenções diretas, como o suporte à Spirit Aviation. A movimentação ocorre em um momento de alta nos custos de combustíveis para as empresas que operam no mercado norte-americano.
Fonte: Infomoney