Trump celebra saída dos Emirados Árabes da Opep em meio à crise energética em contexto de Finanças do Brasil Trump celebra saída dos Emirados Árabes da Opep em meio à crise energética em contexto de Finanças do Brasil

Trump celebra saída dos Emirados Árabes da Opep em meio à crise energética

Donald Trump celebra a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep enquanto o bloco discute novo aumento na produção de petróleo diante da crise geopolítica.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de petróleo (Opep). Em declaração na Casa Branca, o mandatário afirmou que a medida é benéfica para o mercado, com potencial de reduzir os preços da gasolina e do petróleo.

Tensões regionais e a saída do bloco

A saída dos Emirados Árabes, membro da organização desde 1967, ocorre em um cenário de forte instabilidade geopolítica. O governo emiradense criticou a postura de aliados árabes e do Conselho de Cooperação do Golfo, classificando-a como insuficiente diante dos ataques do Irã durante o conflito atual.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do país, expressou surpresa com a falta de apoio político e militar efetivo dos vizinhos regionais. A crise energética é agravada pelo bloqueio de fato ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, atualmente prejudicada por ameaças e ataques a navios.

Opep avalia novo aumento nas metas de produção

Enquanto a saída dos Emirados gera incertezas sobre a coesão da Opep, o grupo Opep+ prepara-se para uma reunião no próximo domingo. Fontes indicam que sete membros do bloco devem concordar com um novo aumento nas metas de produção para junho, ajustando o volume para compensar a saída dos Emirados Árabes — o que representaria uma redução de 18 mil barris por dia (bpd) no incremento planejado.

Analistas ponderam, contudo, que a capacidade real de elevar a oferta é limitada pelo cenário de guerra entre EUA, Israel e Irã, que restringe a navegação na região do Golfo. A Opep não se manifestou oficialmente sobre as discussões até o momento.

Fonte: G1