A Polícia Civil de São Paulo iniciou as investigações para determinar as causas do incêndio que atingiu a comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, na manhã desta quinta-feira (18). O incidente destruiu cerca de 60 residências e deixou dezenas de famílias desabrigadas, embora não tenham sido registradas vítimas fatais.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a perícia foi acionada para realizar os trabalhos de identificação no local. O caso foi oficialmente registrado como incêndio no 89° Distrito Policial, localizado no Jardim Taboão.
Combate às chamas mobiliza 35 bombeiros na Rua do Símbolo
A ocorrência teve início por volta das 05h30, mobilizando 35 agentes do Corpo de Bombeiros na Rua do Símbolo. Durante o combate ao fogo, um militar sofreu ferimentos leves após ser atingido por um telhado, mas passa bem. A Defesa Civil atua no acolhimento das famílias que perderam seus imóveis durante o sinistro.
Moradora relata perda total após três meses de quitação
Erika do Couto Santos, auxiliar de limpeza no Centro Educacional Unificado Paraisópolis, teve sua residência consumida pelas chamas. A moradora relatou que havia terminado de pagar o imóvel há apenas três meses. “Era um sonho realizado. Ainda que fosse de madeira, era o meu lar”, desabafou.
A moradora descreveu o momento em que percebeu o início do fogo. “De imediato, eu abri a janela do meu quarto e me deparei com o clarão”, afirmou. Erika conseguiu retirar suas duas filhas menores de 15 anos a tempo, mas viu o incêndio tomar grandes proporções em menos de uma hora.
O impacto social de tragédias como esta reflete a vulnerabilidade habitacional em áreas densas da metrópole. Para entender como o planejamento urbano e a infraestrutura impactam a segurança das famílias, é necessário observar as políticas públicas voltadas para comunidades.
Fonte: Cnnbrasil