PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com parlamentares em contexto de Política Econômica PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com parlamentares em contexto de Política Econômica

PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com parlamentares

Polícia Federal investiga entrada de cinco volumes sem fiscalização em voo com parlamentares. Caso está sob análise do STF e aguarda manifestação da PGR.

A Polícia Federal instaurou uma investigação para apurar suspeitas de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação em um voo particular que transportava autoridades brasileiras. A apuração foca na entrada de cinco volumes no Brasil sem a devida fiscalização aduaneira, ocorrida em abril de 2025, no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, localizado em São Roque, São Paulo.

Supremo Tribunal Federal analisa inquérito com parlamentares

Devido à presença de parlamentares com foro privilegiado, o inquérito foi remetido ao STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República, que terá o prazo de cinco dias para se manifestar sobre a necessidade de novas diligências ou a continuidade da investigação.

Estavam a bordo da aeronave, de propriedade do empresário Fernando Oliveira Lima, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O grupo retornava de uma viagem realizada à ilha de São Martinho, no Caribe.

Imagens de segurança registram falha na fiscalização

Relatórios da Polícia Federal, baseados em imagens de segurança do aeroporto, indicam que o piloto da aeronave passou pelo ponto de fiscalização em dois momentos distintos. Na primeira passagem, dois volumes foram submetidos ao raio-x. Minutos depois, o piloto retornou com cinco volumes adicionais, que não passaram pelo equipamento de segurança.

A Polícia Federal aponta que um auditor fiscal da Receita Federal teria permitido a entrada desses itens sem inspeção. Segundo a investigação, o servidor teria gesticulado de forma a indicar irrelevância ao ser questionado por uma operadora de raio-x sobre os novos volumes.

Defesas negam irregularidades no desembarque

Em nota, a assessoria de Hugo Motta afirmou que o parlamentar cumpriu todos os protocolos aduaneiros no desembarque e que aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República. O deputado Doutor Luizinho declarou que a viagem foi de lazer e que, ao retornar, passou por todos os controles de segurança, incluindo raio-x e alfândega, classificando como absurda a alegação de que não houve fiscalização. Os demais citados não se manifestaram sobre o caso.

Fonte: G1