Fachada de escritório corporativo relacionado ao caso Master Fictor. Fachada de escritório corporativo relacionado ao caso Master Fictor.

Master Fictor envolve ex-presidente Temer em tentativa de compra

A tentativa de aquisição da Master Fictor envolve o ex-presidente Michel Temer, o uso do CPF de Renzo Gracie e uma investigação sobre fraude documental.

Uma complexa tentativa de aquisição da empresa Master Fictor revelou articulações que conectam advogados, personalidades do esporte e o ex-presidente Michel Temer. O caso, que tramita sob Investigação, aponta para uma rede de contatos que buscava viabilizar o negócio utilizando nomes de alto escalão para conferir credibilidade ao grupo interessado.

O que você precisa saber

  • A negociação da Master Fictor contou com a promessa deinvestimentode um sheik árabe.
  • O nome do ex-presidente Michel Temer aparece nos registros da tentativa de compra como possível intermediário.
  • O uso indevido do CPF do lutador Renzo Gracie foi identificado como estratégia para formalizar documentos.

Bastidores da negociação

A participação de Michel Temer

Documentos e relatos indicam que Michel Temer foi acionado para atuar como intermediário ou garantidor em etapas da transação. A presença do ex-presidente visava conferir peso político e credibilidade à estrutura do negócio que buscava o controle da Master Fictor.

O uso de dados e o papel do sheik

A operação contava com suporte financeiro prometido por um investidor identificado como sheik árabe. Contudo, a investigação revelou que dados pessoais, incluindo o CPF do lutador Renzo Gracie, foram utilizados sem autorização para formalizar a empresa, levantando suspeitas de fraude documental.

Desdobramentos jurídicos

Advogado preso no processo

O esquema veio à tona após a prisão de um advogado envolvido na estruturação do negócio. As autoridades apuram como a rede de contatos foi montada e se houve intenção de lesar credores ou realizar lavagem de dinheiro através da estrutura da companhia.

O caso segue sob análise dos órgãos competentes, que buscam esclarecer a extensão da participação de cada envolvido. A complexidade do arranjo societário e a utilização indevida de nomes de terceiros são os pontos centrais da investigação atual.

Fonte: Estadão