O que você precisa saber
- O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirma que o eleitorado busca alternativas à polarização política atual.
- A estratégia do partido foca no crescimento de Ronaldo Caiado como opção para o pleito presidencial.
- Pesquisas correntes indicamLulacom 37% e Flávio Bolsonaro com 32% das intenções de voto.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avalia que o cenário eleitoral, hoje liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, pode sofrer alterações significativas até o dia do pleito. Durante evento na última segunda-feira, o dirigente argumentou que os números atuais refletem apenas o alto grau de reconhecimento dos nomes, sem garantir que estes se mantenham como os favoritos no resultado final.
Aposta no nome de Ronaldo Caiado
Kassab defende que o presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado, possui capacidade para alcançar o segundo turno da disputa. Segundo o dirigente, o ex-governador de Goiás pode capitalizar sobre a elevada rejeição enfrentada pelos dois líderes que ocupam o topo das sondagens. O presidente do PSD destacou que, em campanhas, candidatos com menor visibilidade inicial tendem a crescer à medida que apresentam propostas ao eleitorado.
O dirigente criticou a gestão econômica atual, citando discordâncias sobre a tributação de dividendos defendida pelo ministro Fernando Haddad. Para Kassab, a administração da máquina pública sob o comando de Lula carece de eficiência. Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder partidário reconheceu a atuação de Paulo Guedes na economia, mas pontuou que o governo anterior avançou pouco na agenda de privatizações.
Divergências sobre o espaço para terceira via
A projeção de Kassab encontra resistência entre outras lideranças do espectro político. O senador Ciro Nogueira, do PP, afirmou em evento paralelo que não vislumbra espaço para uma alternativa enquanto a polarização entre Lula e Bolsonaro dominar o debate público. Para Nogueira, o pleito será decidido majoritariamente pelo índice de rejeição dos concorrentes.
Enquanto o debate político avança, economistas analisam os caminhos para o desenvolvimento nacional perante as incertezas fiscais. Segundo Nogueira, a disputa coloca em xeque a capacidade do atual governo em apresentar novas perspectivas, enquanto Flávio Bolsonaro, embora seja visto como favorito em sua análise, corre o risco de perder votos caso adote uma postura classificada por ele como excessivamente radical.
Fonte: Globo