O que você precisa saber
- Os contratos dejurosfuturos operam em alta, com o DI para 2028 atingindo 13,705%.
- A pressão externa vinda dos títulos americanos, os Treasuries, dita o ritmo domercadodoméstico.
- Investidores aguardam a decisão do Copom nesta quarta-feira, com expectativa de corte de 0,25 ponto naSelic.
Pressão externa e baixa liquidez
Impacto dos Treasuries na curva de juros
Os juros futuros avançam nesta segunda-feira (27) em um cenário de baixa liquidez. O movimento reflete a reação do mercado local à alta das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos, que pressionam a curva de juros brasileira.
Por volta das 12h45, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 subia para **14,125%**. No mesmo horário, o DI para janeiro de 2028 avançava para **13,705%**, enquanto o vencimento para 2031 atingia **13,575%**.
Expectativas para a política monetária
Consenso sobre o Copom e inflação
A proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária mantém os investidores em estado de cautela. Existe um consenso de que o Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a **14,50% ao ano**.
O cenário é agravado por incertezas geopolíticas no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Estes fatores, somados ao aumento das expectativas de inflação de curto prazo, contribuem para o desempenho negativo dos ativos locais, com o mercado elevando a projeção para o IPCA de 2026 a **4,86%**.
Visão do Deutsche Bank
Otimismo estrutural apesar dos desafios
Apesar do estresse recente, o Deutsche Bank mantém uma visão otimista sobre os ativos brasileiros. Os estrategistas do banco acreditam que o Brasil deve ser menos afetado pelo choque geopolítico imediato em comparação com outros países emergentes.
A instituição avalia que o mercado está conservador demais ao precificar um ciclo de cortes que levaria a taxa a **13,50%**. Segundo o banco, existem prêmios de risco atrativos na curva, especialmente nos vencimentos de médio prazo.
Fonte: Globo