Gráfico de desempenho do setor de alimentos no 1T26. Gráfico de desempenho do setor de alimentos no 1T26.

BofA projeta 1T26 moderado para alimentos e mantém JBS como favorita

O BofA aponta resultados moderados no 1T26 para o setor de alimentos. JBS segue como favorita, enquanto BRF e Minerva enfrentam desafios de custos.

O que você precisa saber

  • O Bank of America projeta um desempenho moderado para o setor de alimentos no primeiro trimestre de 2026.
  • A JBS permanece como a ação favorita do banco, com estimativa de dividendos de 6,7% entre 2026 e 2029.
  • Resultados setoriais refletem a desaceleração do consumo interno, a valorização do real e o aumento dos custos do gado.

Desempenho por companhia

JBS (JBSS32)

A JBS deve reportar resultados mais fracos, pressionada pela sazonalidade negativa e pelo estreitamento nas margens do segmento de carne bovina. A subsidiária Pilgrim’s Pride também enfrenta dificuldades decorrentes de ajustes operacionais e fatores climáticos.

O BofA estima um Ebitda de US$ 1 bilhão para a companhia, queda de **23,5%** na comparação anual. O lucro líquido projetado para o período é de US$ 126 milhões.

BRF (BRFS3)

A BRF registra um trimestre misto, com margens retraídas em relação aos recordes observados no mesmo período de 2025. O banco projeta uma receita de R$ 39,3 bilhões e projeta um prejuízo líquido de R$ 158 milhões.

As analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo enfatizam que o alto nível de endividamento mantém a recomendação neutra para o papel, apesar da resiliência operacional.

Minerva (BEEF3)

A Minerva deve elevar sua receita em 26,5% na comparação anual, alcançando R$ 14,2 bilhões. O avanço é sustentado pela consolidação de novos ativos e pela manutenção dos preços elevados da carne bovina.

A projeção de Ebitda é de R$ 1,2 bilhão, com uma margem de 8,4%. A companhia deve apresentar uma geração de caixa negativa de R$ 474 milhões, reflexo da sazonalidade característica do início do ano.

M. Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco espera uma melhora anual de 45% no Ebitda, atingido R$ 260 milhões, impulsionada pela redução nos custos de matérias-primas. O banco mantém recomendação de desempenho abaixo da média de mercado para a empresa.

A cautela ocorre pois a alta nos preços de insumos como trigo, que subiu 12% no ano, e do óleo de palma, com alta de 9%, limita o repasse de custos ao consumidor final nas gôndolas.

Fonte: Moneytimes