Gráfico do Ibovespa em queda durante pregão na bolsa. Gráfico do Ibovespa em queda durante pregão na bolsa.

Ibovespa recua 0,24% com alta de juros e petróleo acima de US$ 100

Ibovespa recua 0,24% pressionado por juros e alta do petróleo. O que você precisa saber O Ibovespa opera em queda de 0,24%, aos 190.291 pontos,…

O que você precisa saber

  • O Ibovespa opera em queda de 0,24%, aos 190.291 pontos, pressionado pela alta dosjurosfuturos e tensões geopolíticas.
  • A valorização do petróleo Brent, cotado a US$ 108,38, pressiona as expectativas deinflaçãoe afeta o custo de crédito.
  • Investidores aguardam decisões depolítica monetáriado Federal Reserve e do Banco Central brasileiro nesta semana.

O Ibovespa recua nesta segunda-feira (27), pressionado pela alta dos juros futuros e pelo impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos. A continuidade da guerra no Oriente Médio mantém o petróleo tipo Brent acima dos US$ 100 por barril, o que eleva as projeções de inflação locais e impacta o humor dos investidores.

Impacto nos setores e commodities

Petrobras limita perdas do índice

Apesar do cenário negativo, as ações da Petrobras sobem, com os papéis ordinários e preferenciais avançando 1,05% e 0,95%, respectivamente. O desempenho é sustentado pela alta de 2,98% do petróleo Brent, que atingiu US$ 108,38 por barril no contrato de junho. As tensões no Estreito de Ormuz permanecem elevadas após o cancelamento de missões diplomáticas americanas no Paquistão.

Setor de construção lidera quedas

As empresas ligadas à economia doméstica sofrem com a abertura da curva de juros. A Cyrela ON cede 6,23%, enquanto MRV Engenharia ON e Cury Construtora ON recuam 5,75% e 6,48%, respectivamente. Analistas do Itaú BBA apontam que a combinação de custos elevados de materiais e incertezas estruturais ameaça a rentabilidade das construtoras de baixa renda.

Projeções macroeconômicas

Relatório Focus revisa IPCA

A alta das commodities reflete diretamente nas expectativas de preços. O Relatório Focus divulgado nesta manhã elevou a mediana para o IPCA de 2026 de 4,80% para **4,86%**. As estimativas para 2027 e 2028 também avançaram, atingindo 4,00% e 3,61%, respectivamente, em um momento de cautela antes das decisões de política monetária.

Fluxo estrangeiro e volatilidade

O índice acumula queda de quase 3% nos últimos sete pregões. Aline de Souza Cardoso, estrategista de ações para Brasil do Santander, observa que o movimento reflete uma rotação de portfólio global e condições financeiras mais restritivas. Segundo a especialista, o mercado brasileiro apresenta alta sensibilidade ao fluxo estrangeiro, o que amplia a volatilidade em ativos de grande liquidez como Itaú Unibanco, Ambev, Vale e Bradesco.

Fonte: Globo