Hypera (HYPE3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 346 milhões no 1º trimestre em contexto de Finanças do Brasil Hypera (HYPE3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 346 milhões no 1º trimestre em contexto de Finanças do Brasil

Hypera (HYPE3) reverte prejuízo e registra lucro de R$ 346 milhões no 1º trimestre

A Hypera reverteu prejuízo e alcançou lucro de R$ 346,8 milhões no 1º trimestre de 2026, impulsionada por crescimento de 86,7% na receita líquida anual.

A farmacêutica Hypera divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026, reportando um lucro líquido de R$ 346,8 milhões. O desempenho marca uma reversão significativa em relação ao prejuízo de quase R$ 140 milhões registrado no mesmo período de 2025.

Receita líquida da Hypera cresce 86,7% na comparação anual

A receita líquida da companhia alcançou R$ 2,01 bilhões no período, o que representa um crescimento de 86,7% na comparação anual. Segundo a empresa, esse avanço expressivo é influenciado por uma base de comparação mais baixa no primeiro trimestre de 2025, quando o faturamento foi impactado por um processo de otimização de capital de giro.

O Ebitda ajustado das operações continuadas somou R$ 586,5 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 148,5 milhões apurado um ano antes. O lucro bruto atingiu R$ 1,2 bilhão, com uma margem de 60%, um avanço de 12,8 pontos percentuais.

Vendas em farmácias sobem 9,4% com novos produtos

A dinâmica operacional foi impulsionada pelo indicador de sell-out, que mede as vendas efetivas das farmácias ao consumidor final. O volume de vendas cresceu 9,4%, superando o desempenho das categorias em que a companhia atua, com destaque para os segmentos de antigripais, gastroenterologia e cardiologia. A empresa atribuiu o resultado aos lançamentos recentes de produtos e à intensificação dos investimentos em marketing.

Dívida líquida recua 17,8% para R$ 6,3 bilhões em março

A dívida líquida da Hypera encerrou o mês de março em R$ 6,3 bilhões, uma redução de 17,8% em relação ao final de 2025, movimento impulsionado por um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão. Apesar da geração de caixa positiva, o resultado financeiro foi pressionado por despesas com juros, refletindo o cenário de Selic elevada.

Além dos resultados, o conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 185 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), correspondendo a R$ 0,26 por ação.

Fonte: Infomoney