A Marinha francesa interceptou um petroleiro alvo de sanções internacionais que havia partido de um porto russo. Esta é a terceira apreensão do tipo realizada pelo país nos últimos meses, intensificando o cerco contra a frota que auxilia o financiamento do conflito na Ucrânia.
Navio Tagor interceptado em águas internacionais
O navio, identificado como Tagor, foi apreendido no Atlântico. A operação ocorreu “em águas internacionais, com o apoio de diversos parceiros, incluindo o Reino Unido, em estrita conformidade com o direito do mar”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira (1º), em uma publicação no X.
Registrado em Madagascar, o petroleiro foi monitorado por sistemas de rastreamento no Atlântico Norte após deixar o porto russo de Umba. A embarcação está sob sanções da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Macron classifica contorno de sanções como inaceitável
“É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos”, afirmou Macron. O presidente francês destacou que tais embarcações, além de burlarem normas, representam riscos ambientais e de segurança.
Em resposta, o Kremlin classificou a ação francesa como “ilegal, beirando a pirataria internacional”. O porta-voz Dmitry Peskov declarou: “Discordamos veementemente que essas ações estejam sendo realizadas em plena conformidade com o direito internacional”.
Tripulação russa sob investigação e a frota paralela
A embaixada russa em Paris informou à agência estatal TASS que o capitão do Tagor seria um cidadão russo. A representação diplomática solicitou informações sobre a tripulação, mas aguarda retorno das autoridades francesas. A França tem pressionado aliados por uma postura mais rigorosa contra a chamada “frota paralela” russa, composta por navios que operam sem seguro, certificação ou com bandeiras falsas.
A estratégia de interceptação visa privar a máquina de guerra de fundos, uma prioridade compartilhada pelo governo do Reino Unido. O cenário de petróleo global segue sob tensão, enquanto os Estados Unidos adotaram flexibilizações pontuais em suas sanções devido ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre o fornecimento da commodity.
Fonte: Cnnbrasil