Ministério da Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB em 2026 em contexto de Política Econômica Ministério da Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB em 2026 em contexto de Política Econômica

Ministério da Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB em 2026

O Ministério da Fazenda manteve a projeção de 2,3% para o PIB de 2026, mesmo após identificar uma tendência de desaceleração nos próximos trimestres.

O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Política Econômica, manteve a estimativa de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A decisão oficial ocorre logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelar que a economia nacional avançou 1,1% no primeiro trimestre deste ano.

Desaceleração no ritmo da atividade econômica esperada pela pasta

Apesar da manutenção da meta anual, a equipe econômica projeta uma desaceleração no ritmo de expansão nos próximos trimestres. Segundo a Secretaria de Política Econômica, o crescimento deve perder força no segundo e terceiro trimestres devido à dissipação de efeitos de políticas públicas, fator que será parcialmente mitigado pela redução no custo do crédito.

Para o quarto trimestre, o governo antecipa uma retomada da atividade. O movimento deve ser liderado pela indústria manufatureira, que tende a ganhar tração em resposta ao atual ciclo de flexibilização monetária conduzido pelo Banco Central.

Resultado do primeiro trimestre acima das expectativas

O desempenho de 1,1% entre janeiro e março superou as projeções iniciais da pasta. A composição do crescimento mostrou variações específicas:

  • Indústria:Surpreendeu positivamente durante o período.
  • Serviços e Agropecuária:Apresentaram resultados levemente abaixo do esperado.
  • Demanda:O avanço foi impulsionado pela recuperação da formação bruta de capital fixo e pela aceleração do consumo das famílias.

O governo destacou que a absorção doméstica funcionou como o principal motor da economia, compensando a contribuição negativa do setor externo. Neste cenário, as exportações registraram recuo enquanto as importações avançaram, posicionando o Brasil na quarta colocação entre os países do G20 que reportaram os dados do período.

Fonte: G1