O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se nesta segunda-feira (1°) para debater a instabilidade no Oriente Médio. A convocação, feita pela França, ocorreu em resposta à escalada da violência no Líbano e ao temor de que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã esteja sob risco.
Ataques em Beirute e o impacto no acordo de cessar-fogo
O cenário de crise foi agravado por ataques israelenses no distrito de Dahieh, em Beirute, reduto do Hezbollah. O governo iraniano, por meio do ministro das Relações Exteriores, Abbas Aragchi, classificou a ofensiva como uma violação do cessar-fogo, argumentando que o acordo abrange todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.
Embora agências de notícias iranianas tenham reportado a suspensão das negociações indiretas com os Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, negou o encerramento do diálogo. Em declarações, Trump afirmou que as conversas seguem em ritmo acelerado e mencionou ter mantido contato com o premiê israelense e com o Hezbollah, anunciando um recuo nos ataques.
Brent sobe 4,23% com incertezas no Estreito de Ormuz
A instabilidade geopolítica refletiu diretamente no mercado financeiro. Os contratos futuros de petróleo registraram forte alta durante o pregão desta segunda-feira, impulsionados por relatos de possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz e pela incerteza diplomática.
Ao final do dia, o petróleo tipo Brent fechou com alta de 4,23%, cotado a US$ 94,98 por barril, enquanto o WTI subiu 5,49%, atingindo US$ 92,16. Apesar da valorização, os preços recuaram das máximas registradas no início do dia após as declarações de Trump sobre a continuidade das negociações. Informações adicionais indicam que o Irã teria buscado o apoio do Paquistão para intermediar a desescalada do conflito.
Fonte: Estadão