Cena do ataque com bomba em rodovia na Colômbia. Cena do ataque com bomba em rodovia na Colômbia.

Colômbia registra 19 mortes após ataque com bomba em rodovia

Ataque com bomba contra micro-ônibus na Colômbia deixa 19 mortos e 38 feridos. Governo aponta dissidência das FARC em meio à escalada de violência.

Um ataque com bomba na rodovia Pan-Americana, no sudoeste da Colômbia, deixou pelo menos 19 pessoas mortas. O atentado aconteceu no município de Cajibio, na província de Cauca, quando um cilindro explosivo atingiu um micro-ônibus em movimento.

Cena do ataque com bomba em rodovia na Colômbia
Veículos destruídos após a explosão na rodovia Pan-Americana.

O que você precisa saber

  • Pelo menos 19 pessoas morreram e 38 ficaram feridas, incluindo cinco crianças.
  • Ogovernocolombiano atribui a autoria a Ivan Mordisco, dissidente das FARC.
  • O ataque ocorre em um momento de escalada de violência antes daseleiçõespresidenciais de 31 de maio.

A autoria do atentado

O presidente Gustavo Petro responsabilizou diretamente Ivan Mordisco, um dos criminosos mais procurados do país. Petro classificou os responsáveis como terroristas e traficantes, comparando a figura de Mordisco ao antigo barão da droga Pablo Escobar.

Mordisco é um dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que rejeitou o acordo de paz assinado com o Estado em 2016. Ele atua na região de Cauca, onde mantém atividades ligadas ao narcotráfico.

Escalada de violência na região

O incidente deste sábado é o mais grave de uma série de 26 ataques registrados nos últimos dois dias nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Segundo o comandante das Forças Armadas, Hugo López, as ações têm atingido exclusivamente civis.

O governador Octavio Guzman descreveu o episódio como uma tragédia e alertou para uma escalada terrorista. Em resposta, o ministro da defesa, Pedro Sanchez, lidera uma delegação em Cali para avaliar a situação de segurança.

Impacto político e eleitoral

A proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio, coloca a segurança pública no centro do debate político. A candidata da oposição, Paloma Valencia, criticou a gestão atual e exigiu ações imediatas contra a violência.

“O governo não pode continuar minimizando a violência ou desmantelando o Estado”, afirmou Valencia. A oposição exige reforço para as forças policiais e resultados concretos no combate aos grupos armados que operam na região.

Fonte: Dw