China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA em contexto de Política Econômica China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA em contexto de Política Econômica

China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA

Governo chinês nega acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA, que também impactam produtos do Brasil e outros países.

O governo da China manifestou forte oposição às novas tarifas propostas pelos Estados Unidos, que visam cerca de 60 economias sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Em coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, negou a existência de tais práticas no país e classificou as acusações como uma forma de manipulação política.

Estados Unidos propõem sobretaxas de até 12,5% sob a Lei de Comércio

A medida, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, propõe a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos de 60 países. A justificativa é que essas nações não estariam fiscalizando adequadamente a importação de mercadorias produzidas com mão de obra forçada, o que, segundo Washington, gera concorrência desleal e prejudica empresas americanas.

As alíquotas variam conforme o regime de cada país:

  • 10% de sobretaxa:Aplicável a nações que possuem regimes parciais ou compromissos de proibição, como União Europeia, Canadá, México, Equador, Indonésia e Paquistão.
  • 12,5% de sobretaxa:Destinada aos demais países investigados, grupo que inclui Brasil, China, Índia, Japão, Reino Unido e Rússia.

A Comissão Europeia já se manifestou, classificando as tarifas como injustificadas e reafirmando o compromisso com acordos comerciais vigentes.

Governo brasileiro avalia impacto da nova taxação nas exportações

No Brasil, o governo já antecipava a medida. Interlocutores avaliam que a nova taxação pode ser cumulativa com outros anúncios recentes, elevando a pressão sobre as exportações brasileiras. A estratégia diplomática brasileira segue focada no diálogo técnico, destacando mecanismos internos de combate ao trabalho escravo, como a “Lista Suja” e a atuação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.

O governo americano receberá contribuições públicas sobre a proposta até 6 de julho, com audiências agendadas para o dia 7 de julho, antes da decisão final sobre a implementação das tarifas.

Enquanto o cenário comercial gera incertezas, os mercados asiáticos apresentaram reações mistas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou queda, enquanto bolsas da China continental tiveram leve alta, impulsionadas pelo setor de tecnologia e dados positivos do setor de serviços chinês.

Fonte: G1