O brasil se habituou a ser campeão com os melhores jogadores do mundo no elenco, e em 1994 e 2002, a situação foi literal. O país levou para a casa a Copa do Mundo e os reconhecimentos da fifa.
A primeira dobradinha brasileira foi em 1994, ano do tetracampeonato nos Estados Unidos liderado pela genialidade de Romário. O jogador foi eleito o melhor jogador do torneio e levou para casa o prêmio de melhor do mundo.
Na seleção, foram sete jogos, todos como titular, e cinco gols marcados. Romário foi vice-artilheiro do Mundial e balançou as redes em todas as fases da competição.
No Barcelona, a fase também foi excepcional. Na temporada 1993/1994, Romário fez 33 jogos e marcou 30 gols. Recebeu um prêmio como maior goleador do país e somou cinco hat-tricks na temporada, um deles contra o Real Madrid.
A história se repetiu em 2002, no penta. Mesmo desacreditado, Ronaldo calou a boca dos críticos que o questionavam após suas graves lesões. Foram dele os dois gols que sacramentaram o título na grande final contra a Alemanha, quando se tornou o maior artilheiro da história das Copas até então.
Ao todo, Ronaldo marcou oito gols na Copa, em quase todas as fases, passando em branco apenas nas quartas. Do Mundial brilhante, foi diretamente para o histórico time dos Galáticos no Real Madrid.
Burocracia impediu reconhecimento de Pelé e Garrincha
O fato de um jogador brasileiro só ter sido reconhecido como melhor do mundo após a década de 1990 acende questionamentos sobre a demora, já que o país teve os melhores jogadores nas campanhas de 1958, 1962 e 1970. A explicação é puramente burocrática.
No período em que o Rei do futebol desfilava toda sua genialidade nos campos do Brasil e do mundo, apenas jogadores europeus concorriam à Bola de Ouro. A publicação France Football ignorava jogadores de outros continentes entre 1956 e 1995. Pelé se despediu dos gramados em outubro de 1977.
Por conta disso, nomes históricos do futebol não tiveram a oportunidade de concorrer ao prêmio, como Maradona, Garrincha e Zico. Já o The Best foi criado pela Fifa apenas em 1991.
France Football revisa lista e inclui Pelé em 2015
Em 2015, a tradicional revista francesa aproveitou a edição de 60 anos para revisar toda a lista de campeões e, com as regras atuais, passou a reconhecer antigos atletas como vencedores.
Com isso, Pelé, que nos deixou em 2022 aos 82 anos, foi reconhecido como vencedor em sete oportunidades: 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1964 e 1970. Além de Pelé, a France Football também reconheceu que Garrincha, em 1962, e Romário, em 1994, teriam levado a premiação.
Diferenças entre Fifa The Best e Bola de Ouro
Os prêmios confundem, mas não são iguais. Criado em 1956 pela revista francesa France Football, o Bola de Ouro é o prêmio individual mais antigo e prestigioso do futebol. Considera a temporada europeia, de agosto a julho.
Já o The Best foi criado pela Fifa em 1991. Antigamente chamado de “Jogador do Ano”, foi rebatizado em 2016 e analisa o desempenho em um ano civil, de janeiro a dezembro.
Vale lembrar que, entre 2010 e 2015, ambas as premiações foram unificadas, passando a se chamar Fifa Ballon d’Or. No entanto, a parceria foi encerrada em 2016, quando voltaram a ser realizadas separadamente.
Fonte: Cnnbrasil