O governo da Argentina anunciou a redução dos impostos sobre a exportação de trigo e cevada, que passarão de 7,5% para 5,5% a partir de junho. A medida, confirmada pelo presidente Javier Milei, visa oferecer suporte financeiro aos produtores rurais durante o período de decisões finais para o plantio da safra 2026/27.
Preços do trigo sobem até 2,3% com nova carga tributária
Segundo estimativas da bolsa de grãos de Rosário, a mudança tributária deve elevar os preços de compra do trigo entre 2,2% e 2,3%. Em valores nominais, isso representa um incremento de aproximadamente US$ 4,8 a US$ 4,9 por tonelada métrica.
O ajuste é visto como um mecanismo para compensar o encarecimento de insumos essenciais, como fertilizantes, combustíveis e fretes, que pressionaram as margens de lucro do setor agrícola, conforme dados de mercado.
Semeadura de grãos de inverno avança em províncias argentinas
A decisão ocorre em um momento estratégico, com o início da semeadura dos grãos de inverno no país. Dados oficiais de meados de maio indicam que o plantio de trigo já avança em províncias como Entre Rios, Tucumán, Catamarca e Santiago del Estero, enquanto a cevada registra progresso em Buenos Aires e outras regiões produtoras.

Milei sinaliza redução gradual para impostos sobre soja
Além das mudanças imediatas para o trigo e a cevada, o presidente Milei sinalizou que os impostos sobre a exportação de soja também podem sofrer reduções graduais. A expectativa é que esse cronograma de cortes tenha início em janeiro de 2027.
A Argentina mantém sua posição como um dos principais exportadores globais de trigo e lidera o mercado mundial de produtos processados de soja, reforçando o impacto dessas decisões na balança comercial do país.
Fonte: G1