Alphabet registra alta de 34% em abril após resultados recordes

Ações da Alphabet disparam 34% em abril após resultados recordes na nuvem, enquanto Meta recua 9% sob ceticismo de investidores com os novos gastos em IA.

As ações da Alphabet dispararam na quinta-feira, consolidando o melhor mês da empresa na bolsa desde 2004. O desempenho foi impulsionado por resultados acima das expectativas, com destaque para o crescimento acelerado da receita em nuvem.

Sede do Google e operações de nuvem
Alphabet registra crescimento expressivo impulsionado por demanda em nuvem.

Enquanto a Alphabet subiu 10% no dia, os papéis da Meta recuaram quase 9%, registrando a queda mais acentuada desde outubro. O movimento reflete a reação dos investidores aos resultados divulgados na quarta-feira, que incluíram planos de aumento nos gastos com inteligência artificial.

A divergência entre as empresas demonstra que o mercado não avalia de forma uniforme os investimentos em tecnologia. “O mercado estava menos unido sobre o que fazer com os planos de gastos, com investidores ainda tentando equilibrar a escala da oportunidade de inteligência artificial contra o caixa necessário para persegui-la”, escreveu Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown, em nota de pesquisa na quinta-feira. “Mas a maior conclusão é que este ciclo está longe de esfriar.”

Google Cloud impulsiona receita e eleva projeção de gastos

A Alphabet superou as estimativas de receita para o primeiro trimestre, auxiliada pelo negócio de Google Cloud, que registrou um aumento de 63% na receita em relação ao ano anterior. O CEO do Google, Sundar Pichai, afirmou que o crescimento da nuvem foi impulsionado pela demanda por soluções de inteligência artificial corporativa.

A empresa revisou sua previsão de despesas de capital para este ano, situando-a entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões, acima da estimativa anterior de US$ 175 bilhões a US$ 185 bilhões. As ações da Alphabet acumularam alta de 34% em abril, o ganho mensal mais expressivo desde outubro de 2004, pouco depois da oferta pública inicial do Google.

Meta enfrenta ceticismo do mercado sobre investimentos em IA

A Meta superou as expectativas de Wall Street para lucros e receitas no primeiro trimestre, embora seu número de pessoas ativas diariamente tenha sido impactado por interrupções na internet no Irã. A empresa aumentou seus planos de despesas de capital para o ano para uma faixa entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões, comparado com a faixa anterior de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões.

A companhia justificou que o movimento “reflete nossas expectativas para preços de componentes mais altos este ano e, em menor grau, custos adicionais de data center para suportar a capacidade de anos futuros”. A Meta está negociando um acordo de títulos de US$ 20 a 25 bilhões, conforme o custo para financiar a construção de infraestrutura de inteligência artificial continua a subir.

Executivos da Meta buscaram justificar os gastos elevados, afirmando que são necessários para “atender às nossas necessidades de infraestrutura” e capturar o crescimento futuro, enquanto reforçam o negócio principal de publicidade online. O cenário de incerteza sobre o retorno desses investimentos levou analistas do JPMorgan a rebaixarem a ação da Meta para neutra.

“No geral, buscamos maior clareza sobre o caminho para retornos sobre os gastos com inteligência artificial além do negócio principal de publicidade, e acreditamos que construir, iterar, escalar e monetizar novos produtos e experiências levará tempo”, pontuaram os analistas do JPMorgan. O mercado reage a balanços de Big Techs e decisão do Fed enquanto monitora a capacidade de monetização dessas gigantes.

Operações de data center e infraestrutura
Alphabet e Meta apresentam resultados divergentes após balanços do primeiro trimestre.

Fonte: Cnbc