Brasil mantém 2ª posição no ranking global de juros reais após novo corte na Selic em contexto de Finanças do Brasil Brasil mantém 2ª posição no ranking global de juros reais após novo corte na Selic em contexto de Finanças do Brasil

Brasil mantém 2ª posição no ranking global de juros reais após novo corte na Selic

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de juros reais com 9,33% ao ano, após a redução da Selic para 14,50% pelo Banco Central.

O Brasil permanece com o segundo maior juro real do mundo, atingindo a marca de 9,33% ao ano. O patamar foi consolidado após o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidir, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,50%.

Rússia lidera ranking global de juros reais

O levantamento, elaborado pela MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, aponta que a Rússia lidera o ranking mundial de juros reais com 9,67%. O cenário internacional, marcado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, tem exercido pressão sobre os preços globais e alterado as projeções inflacionárias, o que reconfigurou as posições de diversos países na lista.

Enquanto o Brasil ocupa a segunda colocação, o México aparece em terceiro, com 5,09%. Em contraste, a Argentina, que enfrenta desafios significativos para conter a inflação, recuou para a 39ª posição, apresentando um juro real de -1,15%.

Brasil divide 3ª posição em juros nominais

Ao considerar apenas as taxas nominais, sem o desconto da inflação, o Brasil mantém 14,50%, situando-se em um empate técnico com a Rússia na terceira e quarta posições. A lista de juros nominais é liderada pela Turquia (37%) e pela Argentina (29%).

A taxa de juro real brasileira é calculada a partir da combinação entre a taxa DI a mercado para os próximos 12 meses e a inflação projetada, que, segundo o Boletim Focus do Banco Central, está em 4,34%.

Decisão do Copom reflete cautela global

A decisão do Copom de reduzir a taxa ocorreu em um contexto de cautela global. Entre os 164 países analisados, a maioria optou pela manutenção das taxas de juros, refletindo a preocupação das autoridades monetárias com a pressão inflacionária decorrente das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Fonte: G1