Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília. Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília.

Polícia Federal conclui pela segunda vez ausência de crime de Bolsonaro

Polícia Federal conclui, pela segunda vez, que não há provas de crime em suposta interferência de Jair Bolsonaro na corporação. O caso segue para a PGR.

A Polícia Federal revisou o inquérito sobre supostas interferências indevidas do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. Pela segunda vez, a instituição concluiu pela inexistência de provas suficientes para a caracterização de crimes no caso.

O inquérito teve origem após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Naquela oportunidade, o então ministro alegou ter sofrido pressões do ex-presidente para efetuar substituições em cargos de comando da Polícia Federal, diante da preocupação com o avanço do inquérito das fake news envolvendo aliados do governo.

Polícia Federal reitera falta de elementos penais

Mesmo sob a atual gestão, a Polícia Federal realizou uma nova revisão detalhada das provas e reiterou a ausência de elementos capazes de sustentar uma imputação penal. O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, formalizou o entendimento em relatório recente.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, registrou o delegado no documento.

Intercâmbio de provas com o Supremo Tribunal Federal

O relatório enfatiza que a Polícia Federal buscou o compartilhamento de evidências oriundas do inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, para verificar possíveis indícios de interferência. O magistrado, todavia, informou que não existiam provas dessa natureza no procedimento citado.

A análise sugere que eventuais atos de interferência detectados em investigações sob responsabilidade de Moraes devem ser apurados diretamente nesses respectivos processos. O caso agora segue para a análise da Procuradoria-Geral da República.

Decisão final sobre o caso na Procuradoria-Geral

Após o recebimento do relatório complementar, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou os autos ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Compete agora ao PGR determinar o próximo movimento: solicitar diligências adicionais ou requisitar o arquivamento definitivo da investigação sobre a conduta de Jair Bolsonaro.

Sede da Polícia Federal em Brasília, onde o inquérito foi revisado.
Sede da Polícia Federal em Brasília, onde o inquérito foi revisado.

Fonte: Infomoney