O que você precisa saber
- OIbovesparecuou 0,61%, fechando aos 189.578,79 pontos, pressionado por ações de construtoras.
- O mercado reage negativamente à possibilidade de trabalhadores utilizarem recursos doFGTSpara quitar dívidas.
- A decisão sobre a taxaSelicpelo Banco Central segue no radar dos investidores nesta semana.
O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em queda, marcando o quarto dia consecutivo de perdas. O índice atingiu a mínima de 189.578,79 pontos, com um volume financeiro de **R$ 20,64 bilhões**, patamar abaixo da média mensal de R$ 39,5 bilhões. O movimento reflete a cautela de investidores estrangeiros, que têm reduzido a intensidade de aportes na Bolsa brasileira.
Impacto no setor imobiliário e FGTS
Construtoras lideram perdas na B3
As ações de construtoras lideraram as perdas do dia, reagindo à proposta do governo de permitir que trabalhadores utilizem o saldo do FGTS para abater dívidas. O setor imobiliário, que utiliza o fundo como fonte de financiamento, viu seu índice na B3 recuar **3,61%**. A Cury (CURY3) foi um dos destaques negativos, com queda de 7,76%.
Cenário macroeconômico e juros
A pressão inflacionária, agravada pela alta do petróleo no mercado internacional — com o barril do Brent cotado a **US$ 108,23** —, mantém o mercado atento à política monetária. O Banco Central decide nesta semana o futuro da taxa de juros, atualmente em **14,75% ao ano**. O Federal Reserve também se prepara para anunciar sua decisão sobre a taxa de referência nos Estados Unidos no próximo dia 29.
Destaques corporativos e balanços
Desempenho de ações específicas
No campo corporativo, o Assaí (ASAI3) subiu **1,7%** antes da divulgação de seu balanço trimestral, impulsionado por uma elevação de recomendação. Em contrapartida, a Usiminas (USIM5) avançou **6,96%**, mantendo o otimismo após a repercussão de seus resultados financeiros. Já o Nubank (ROXO34) registrou alta de **0,9%** após anunciar um plano de investimento de R$ 45 bilhões no Brasil para 2026, focado em inteligência artificial e expansão de produtos.
Fonte: Infomoney