O que você precisa saber
- Odólarfechou em queda de 0,31%, cotado a R$ 4,9823 nesta segunda-feira.
- A valorização do real foi impulsionada pela alta do petróleo e pelo diferencial dejurosno Brasil.
- O mercado monitora a decisão do Banco Central sobre a rolagem de contratos de swap cambial para junho.
O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira com desvalorização frente ao real, em um movimento de alívio para moedas emergentes ligadas a commodities. A divisa brasileira destacou-se entre seus pares, acompanhando o desempenho positivo de moedas como os dólares neozelandês, australiano e canadense.
Petróleo e juros sustentam o real
Perspectivas para a Selic
O suporte para a moeda brasileira veio principalmente da alta de **2,75%** nos preços do petróleo. Além disso, o diferencial de juros e a baixa volatilidade recente mantiveram o câmbio protegido, mesmo diante de um cenário externo de cautela com a inflação e tensões geopolíticas.
Estrategistas do UBS Wealth Management destacam que, embora a inflação esteja acima do previsto, a manutenção de juros elevados deve preservar a atratividade do real. O mercado aguarda a próxima reunião do Copom, onde o Banco Central deve realizar um novo corte na Selic, mantendo uma postura cautelosa diante do cenário fiscal.
Atuação do Banco Central no câmbio
Visão do mercado sobre intervenções
O Banco Central realizou o leilão de rolagem de contratos de swap cambial com vencimento em maio, ofertando 50 mil contratos e vendendo 30 mil. A expectativa é que a autoridade anuncie a rolagem para junho, deixando US$ 1 bilhão para vencer de forma seca.
Marcelo Muniz, diretor de tesouraria do C6 Bank, avalia que a cautela do Banco Central é adequada. Segundo o executivo, não há necessidade de pressa em intervenções agressivas, dado que o custo de oportunidade de utilizar reservas com a taxa básica de juros em 14,75% é elevado. Muniz reforça que o Brasil se posiciona como um dos mercados preferidos entre os emergentes, compensando desempenhos passados abaixo dos pares.
Fonte: Globo