Gráfico de desempenho das ações da Raízen na Bolsa. Gráfico de desempenho das ações da Raízen na Bolsa.

Raízen cai 5,77% com impasse em reestruturação de dívida

As ações da Raízen (RAIZ4) caem 5,77% após impasse em negociações de dívida de R$ 65 bilhões e receio de diluição de acionistas pela companhia.

O que você precisa saber

  • As ações da Raízen (RAIZ4) recuaram **5,77%**, fechando a sessão cotadas a R$ 0,49.
  • O mercado reage ao impasse nas negociações de uma dívida de **R$ 65 bilhões** e à possível diluição de acionistas.
  • A empresa busca captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novo capital para viabilizar sua recuperação extrajudicial.

As ações da Raízen figuram entre as maiores quedas da Bolsa nesta segunda-feira (27). O movimento reflete a tensão persistente entre a companhia e seus credores em meio ao complexo processo de reestruturação financeira.

Impacto da diluição e endividamento

Riscos para o acionista

Flávio Conde, head de ações da Levante, aponta que o cenário de alto endividamento pressiona os papéis. A necessidade de injeção de capital, que pode chegar a R$ 8 bilhões somando aportes de Shell e Cosan, gera incertezas sobre a estrutura da operação.

“Seja qual for a direção, vai envolver nova emissão de capital, o que significa diluição dos atuais acionistas”, afirma Conde. Para o analista, a recomendação é de cautela, dado que novos desdobramentos negativos podem impactar o preço das ações.

Negociações e governança

Propostas em análise

A Raízen apresentou uma proposta alternativa aos credores para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas. A empresa sinalizou a criação de um comitê de credores para monitorar a governança, mas enfrenta resistência quanto à permanência de Rubens Ometto na presidência do conselho.

A recuperação extrajudicial, diferente da judicial, permite que a empresa renegocie prazos e condições diretamente com credores. O objetivo é evitar a falência após um período marcado por investimentos elevados e quebras de safra causadas por incêndios em canaviais.

Fonte: Moneytimes