O que você precisa saber
- O JP Morgan elevou o preço-alvo da Prio (PRIO3) para **R$ 73**, projetando uma valorização de 16,6%.
- A petroleira mantém o status de principal escolha do banco no setor devido à sua robusta geração de caixa e eficiência operacional.
- A companhia projeta atingir a marca de 200 mil barris por dia até o final deste ano.
O JP Morgan reiterou a Prio como sua principal aposta no setor de petróleo e gás. Com a recomendação de compra mantida, as ações da companhia registraram alta de 2,73% na última sessão, destacando-se entre os ativos do Ibovespa.
A análise destaca que a empresa combina crescimento consistente com uma estrutura operacional eficiente. O início da operação do campo de Wahoo, previsto para 2026, é um dos pilares para a expansão, contando com dois poços que devem produzir cerca de 10 mil barris por dia cada.
Projeções globais e impacto no preço do barril
Mudança na precificação da commodity
A revisão das estimativas do banco considera mudanças na dinâmica global de oferta e demanda. O JP Morgan elevou a projeção para o preço do barril de petróleo de US$ 62 para **US$ 85 ao final de 2026**, e de US$ 63 para US$ 75 em 2027.
Essa alteração reflete a volatilidade causada por conflitos geopolíticos e pela normalização dos fluxos no Estreito de Ormuz. Em um ambiente de incertezas, a Prio se beneficia por não possuir proteção financeira (hedge) contra a alta da commodity, capturando integralmente os ganhos de mercado.
Perfil de risco e expansão operacional
Sólida geração de caixa
Para o banco, a companhia oferece o melhor perfil de risco-retorno entre as empresas sob sua cobertura. A capacidade de gerar caixa, somada à ausência de proteções, posiciona a petroleira para aproveitar o atual cenário de preços elevados.
O JP Morgan também destaca que a companhia se tornou um ativo líquido relevante para o retorno aos acionistas. A consolidação do campo de Peregrino reforça a estratégia de expansão e eficiência operacional prevista para os próximos anos.
Fonte: Moneytimes