O que você precisa saber
- O TesouroIPCA+ 2050 subiu 7 pontos-base, alcançando 6,96% ao ano nesta segunda-feira (27).
- A valorização reflete a cautela do mercado com a inflação futura e a expectativa pelo anúncio dejurosdo Banco Central.
- O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia sua reunião nesta terça-feira para definir o novo patamar da taxa básica de juros.
O mercado de renda fixa iniciou a semana com alta nos títulos de inflação de longo prazo. O Tesouro IPCA+ 2050 liderou o movimento, subindo de 6,89% para **6,96% ao ano** no fechamento do pregão. Este ajuste ocorre em um ambiente de pressão sobre as expectativas inflacionárias para 2026, conforme indicações do Boletim Focus.
Comportamento da curva de juros
Vencimentos longos e intermediários
Os demais papéis atrelados ao IPCA apresentaram variações distintas. O IPCA+ 2060 com juros semestrais subiu para 7,06%, enquanto o IPCA+ 2045 avançou para 7,10%. Em contrapartida, o IPCA+ 2040 registrou leve queda, fechando em 7,03%, ao passo que o título de vencimento intermediário, o IPCA+ 2032, subiu para 7,57%.
Prefixados seguem tendência de alta
Os títulos prefixados também acompanharam a tendência de valorização. O Tesouro Prefixado 2029 subiu 7 pontos-base, alcançando **13,58% ao ano**. Já o Prefixado 2032 avançou para 13,70% e o papel com juros semestrais de 2037 manteve estabilidade em 13,78%.
Fatores de risco e cenário macroeconômico
Projeções para a Selic
A mediana das projeções para a Selic ao final de 2026 permanece em 13%. O mercado não antecipa uma aceleração no ritmo de cortes durante a reunião do Copom que ocorre nesta semana. Essa percepção mantém os prêmios de risco elevados nos vencimentos mais longos da curva de juros.
Incertezas internacionais e petróleo
O cenário externo contribui para a volatilidade, com o Estreito de Ormuz permanecendo como uma variável de risco central. Embora existam anúncios sobre a normalização do tráfego, os dados de movimentação marítima indicam que o fluxo segue instável. Tal incerteza sustenta o prêmio de risco sobre o petróleo, pressionando as expectativas globais de inflação.
Fonte: Infomoney