O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram nesta terça-feira, dia 16 de junho, da tradicional foto de família durante a cúpula do G7, realizada em Évian, na França. O registro reuniu chefes de Estado e de governo das principais economias globais, funcionando como um símbolo de unidade entre os participantes presentes no evento.
Apesar de ocuparem o mesmo espaço geográfico durante a cerimônia, os dois líderes não se cumprimentaram. O episódio ocorreu logo após o registro oficial, momento em que Lula conversava com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no instante em que Trump transitava pelo local.
Estados Unidos propõem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros
O encontro na França ocorre em um período de forte atrito diplomático e econômico entre Brasília e Washington. O governo dos Estados Unidos concluiu recentemente uma investigação comercial que propõe a aplicação de tarifas de **25% sobre produtos brasileiros** exportados para o mercado norte-americano.
O relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA alega que o Brasil adota práticas comerciais consideradas irrazoáveis. O documento cita especificamente regras sobre o sistema Pix, políticas de preservação ambiental e questões relacionadas à propriedade intelectual como justificativas para a medida.
O governo brasileiro classificou a proposta de sobretaxa como inaceitável. A medida de retaliação tarifária ainda não está em vigor e segue em fase de consultas públicas, com a expectativa de uma decisão final por parte da Casa Branca apenas para julho deste ano.
Brasil debate inteligência artificial e comércio multilateral no G7
Embora o Brasil não seja um membro permanente do G7 — grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e União Europeia —, o país compareceu à cúpula como convidado especial. A agenda de Lula na conferência inclui debates sobre o desenvolvimento de inteligência artificial e a defesa de organismos multilaterais.
O foco brasileiro reside na utilização da Organização Mundial do Comércio para mediar os recentes conflitos comerciais. Diplomatas confirmam que a estratégia nacional é criticar o protecionismo e o unilateralismo sem personalizar o confronto diretamente contra o presidente dos EUA durante os painéis de discussão.
Fonte: G1