Após vencer o processo de privatização da Copasa, o CEO da Equatorial, Augusto Miranda, afirmou que a empresa irá acelerar os investimentos para alcançar a universalização completa dos serviços até 2033. O prazo é o limite estabelecido pelo Marco Legal do saneamento para garantir o acesso da população aos serviços básicos.
A declaração foi feita durante a cerimônia de toque de campainha na B3, em São Paulo, realizada nesta terça-feira (16). A Equatorial foi confirmada como investidora de referência na oferta pública de distribuição secundária de ações da companhia mineira de água e esgoto.
Universalização exige investimentos conforme o Marco Legal
“Acreditamos no saneamento como instrumento de transformação (…) vamos acelerar a universalização, ampliar os investimentos“, afirmou Miranda. O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até o final de 2033.
O setor de saneamento enfrenta desafios, já que o marco sancionado em 2023 ultrapassou metade do prazo previsto, gerando incertezas sobre a capacidade de cumprimento das metas nacionais. A entrada da Equatorial busca reverter esse cenário na operação mineira.
Privatização da Copasa reduz participação estatal para 5%
A Equatorial venceu a disputa pela estatal mineira como única proponente, após a Aegea optar por não apresentar nova oferta. O valor oferecido foi de R$ 49,03 por ação, superando o preço mínimo de R$ 47,23 definido pela Copasa.
Com a conclusão do processo, a participação do governo mineiro na companhia foi reduzida de 50% para 5%. O Estado, contudo, mantém o poder de veto por meio de uma golden share em decisões estratégicas.
Expansão da Equatorial consolida estratégia em infraestrutura
Segundo o CEO, a privatização marca “um novo capítulo” para a empresa, reforçando que “o melhor ainda está por vir”. A operação é considerada um dos movimentos mais relevantes do setor de infraestrutura, consolidando a estratégia do grupo de diversificar sua atuação para além do segmento de energia elétrica.
O processo se consolidou como a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil realizada em bolsa. O movimento fica atrás apenas da privatização da Sabesp, ocorrida em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões no mercado financeiro.
Fonte: Cnnbrasil