Ex-funcionários de Daniel Vorcaro relatam ameaças de bicheiro ligado ao banqueiro em contexto de Política Econômica Ex-funcionários de Daniel Vorcaro relatam ameaças de bicheiro ligado ao banqueiro em contexto de Política Econômica

Ex-funcionários de Daniel Vorcaro relatam ameaças de bicheiro ligado ao banqueiro

Ex-funcionários de Daniel Vorcaro relatam ameaças de bicheiro. Ex-funcionários de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relataram à Polícia Federal…

Ex-funcionários de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relataram à Polícia Federal terem sofrido ameaças de homens que se apresentavam como intermediários do banqueiro. Os depoimentos, que fazem parte de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), detalham intimidações sofridas após os profissionais deixarem a empresa.

Depoimentos detalham abordagem de intermediários

Luís Felipe Woyceichoski, ex-comandante de uma embarcação utilizada por Vorcaro em festas no litoral de Angra dos Reis, afirmou ter sido procurado por um homem identificado como Manoel, que se apresentou como bicheiro. Segundo o relato, o indivíduo questionou o comandante sobre imagens feitas durante eventos no barco e cobrou explicações sobre relatos de danos à embarcação.

Leandro Garcia da Silva, que atuava como chef de cozinha no mesmo barco, também relatou ter sido abordado por um grupo de homens em um hotel. Segundo o depoente, o grupo portava um envelope com seus dados pessoais. Entre os presentes, o chef reconheceu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela PF como homem de confiança de Vorcaro. Mourão foi preso na Operação Compliance Zero e cometeu suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais.

Relações entre família Vorcaro e bicheiro sob investigação

Relatórios da Polícia Federal, tornados públicos pelo ministro André Mendonça, indicam que Manoel Mendes Rodrigues, o “Manolo”, mantinha contato frequente com Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, após a deflagração da operação. Em mensagens, o bicheiro demonstrava preocupação com o avanço das investigações e cobrava alinhamento das teses de defesa junto aos advogados.

A defesa de Henrique Vorcaro nega irregularidades e sustenta que a relação com os citados era estritamente contratual. Segundo o advogado Eugênio Pacelli, os contratos envolviam serviços de vigilância, intermediação de vendas e segurança de um terreno de 120 hectares na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A defesa argumenta que os documentos foram apresentados ao STF e que a PF teria retirado os diálogos de contexto.

A investigação da Polícia Federal aponta que o banqueiro teria pago ao menos R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Mourão por serviços ilícitos, incluindo ameaças a adversários e invasão de sistemas de investigação. O caso segue em análise no STF.

Fonte: Estadão