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Magistrados pedem ao STF prazo extra para limitar penduricalhos

Associações de magistrados pedem ao STF 30 dias de prazo para adequar salários ao teto, após decisão que limitou pagamentos extras a 70% do salário base.

O que você precisa saber

  • Associações da magistratura solicitam 30 dias de prazo para implementar o corte de penduricalhos.
  • Decisão doSTF, fixada em março, restringe vantagens extras a 70% do salário base.
  • Entidades alegam risco de falhas operacionais no fechamento das folhas de pagamento dos tribunais.

Entidades de juízes solicitaram ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (27) mais tempo para implementar as novas regras sobre o pagamento de verbas adicionais, conhecidas como penduricalhos. O pedido, encabeçado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, busca suspender a eficácia da decisão que limitou remunerações acima do teto do funcionalismo público.

Dificuldades operacionais nos tribunais

Incertezas sobre o alcance da decisão

Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros, os tribunais enfrentam obstáculos para cumprir o entendimento fixado pela Corte sem violar direitos dos magistrados. O documento aponta que a falta de clareza sobre o alcance da decisão gera insegurança jurídica, o que justifica a necessidade de aguardar o julgamento de embargos de declaração.

Limites impostos aos pagamentos

O limite de 70% estabelecido pelo STF é dividido em duas parcelas de 35%: verbas indenizatórias e a parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira. A soma desses benefícios permite um acréscimo de até **R$ 32.456,32** mensais, o que eleva o teto remuneratório para **R$ 78.822,32**.

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Supremo Tribunal Federal analisa pedido de suspensão de novas regras para penduricalhos.

Urgência no processamento financeiro

As entidades argumentam que o cenário configura um fato extraordinário, visto que muitos tribunais já estão em fase final de processamento das folhas de pagamento. Além do prazo, solicitam que a parcela de valorização por tempo de antiguidade seja mantida fora da suspensão, visando reduzir o impacto financeiro sobre aposentados e pensionistas.

Fonte: G1