Enquanto Estados Unidos e Irã sinalizam aproximação, uma importante autoridade iraniana afirmou que Washington concordou em liberar parte dos ativos congelados do país. A declaração ocorre apesar de o governo de Donald Trump ter negado anteriormente qualquer entendimento nesse sentido.
“Trump concordou com a liberação de parte dos ativos congelados do Irã, mas não está disposto a anunciar isso publicamente”, disse Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, neste sábado (13).
Após diferentes relatos sobre os termos da proposta, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou na sexta-feira (12) o que classificou como “informações falsas sobre um possível acordo”. Ele afirmou que benefícios econômicos só serão concedidos ao país caso o governo iraniano cumpra suas obrigações.
“Os iranianos não estão recebendo dinheiro, e nenhum recurso está sendo liberado simplesmente por assinar um acordo ou participar de uma reunião”, escreveu Vance na rede social X. “Este acordo tem o potencial de refazer a região e levar a uma paz duradoura”, completou o vice-presidente na publicação.
Irã exige US$ 24 bilhões para avançar em negociações
Segundo relatos, o Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em recursos congelados assim que um acordo provisório for assinado, seguidos de outros US$ 12 bilhões em uma etapa posterior. Autoridades americanas, no entanto, temem que o desbloqueio elimine uma importante ferramenta de pressão sobre o regime iraniano.
Trump busca acordo mais robusto que o pacto de 2015
O governo Trump exige que qualquer negociação pareça substancialmente mais robusta do que o pacto nuclear firmado em 2015. A gestão atual busca evitar medidas que possam ser interpretadas como uma concessão de “paletes de dinheiro” ao Irã.
Em entrevista, Rezaei classificou a liberação como um teste de credibilidade. “Se ele (Trump) quiser chegar a um acordo com o Irã, esses US$ 24 bilhões são um teste de confiança que o Irã quer estabelecer com Trump — é um teste que os Estados Unidos precisam superar, e então o caminho estará aberto (…) Esse dinheiro é nosso, não dos Estados Unidos.”
Fonte: Cnnbrasil