O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 71 anos, apresentou um agravamento em seus episódios de soluços nos dias 9 e 10 de junho. De acordo com o relatório médico semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a intensidade e a frequência das crises exigiram a administração de doses extras de medicamentos, atingindo o limite terapêutico de segurança.
Endoscopia e manometria buscam causa de soluços persistentes
Para esclarecer a origem do problema e ajustar a conduta terapêutica, a equipe médica que acompanha o ex-presidente recomendou a realização de exames do trato digestivo. O objetivo é avaliar a função do esfíncter esofágico inferior e investigar a presença de esofagite crônica.
Os procedimentos solicitados incluem:
- Endoscopia digestiva alta;
- Manometria esofágica de alta resolução;
- pHmetria gástrica.
Estabilidade cardiológica contrastada por fadiga e desequilíbrio
Embora o quadro de soluços tenha se intensificado, o boletim médico aponta que, do ponto de vista cardiológico, Bolsonaro permanece estável e com a pressão arterial controlada. Contudo, o ex-presidente relata fadiga ao realizar esforços médios e oscilações no equilíbrio corporal.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Desde 27 de março, ele está em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes devido ao seu estado de saúde, que incluiu o tratamento de uma broncopneumonia e uma cirurgia no ombro direito realizada em maio.
Fonte: G1