Fachin cria grupo de estudos para discutir modernização do Judiciário em contexto de Política Econômica Fachin cria grupo de estudos para discutir modernização do Judiciário em contexto de Política Econômica

Fachin cria grupo de estudos para discutir modernização do Judiciário

Fachin cria grupo de estudos para modernização do Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ministro Edson Fachin, instituiu um…

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, instituiu um grupo de estudos voltado à modernização do sistema de justiça brasileiro. A iniciativa, formalizada por meio de portaria publicada na quinta-feira (11), visa identificar boas práticas nacionais e internacionais para fortalecer as instituições do Poder Judiciário.

Grupo de estudos conta com 19 integrantes sob coordenação de Scaff

O grupo, que possui natureza consultiva e acadêmica, atuará no âmbito do Centro de Estudos Constitucionais do Supremo. A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de Fernando Facury Scaff, diretor do centro e coordenador do Conselho Consultivo do CNJ, enquanto o desembargador Ney Bello, do TRF-1, atuará como relator.

A equipe é composta por 19 integrantes, incluindo ministros de tribunais superiores, como Mauro Campbell (STJ), além de juristas, professores e magistrados. Entre os nomes confirmados estão Oscar Vilhena Vieira, Rodrigo Mudrovitsch, Sergio Rabello Tamm Renault, José Levi Mello do Amaral Júnior, Ingo Wolfgang Sarlet, Ana Paula de Barcellos e Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira.

O objetivo é que o grupo apresente diagnósticos e propostas de aprimoramento até o final de 2026. As discussões devem abranger temas como:

  • Governança judicial e eficiência jurisdicional
  • Transformação digital e inovação institucional
  • Racionalização processual e cooperação interinstitucional
  • Fortalecimento da confiança pública e acesso àJustiça

Reformas miram ética e eficiência com apoio de Fachin

A criação do grupo ocorre em um momento de pressão por maior transparência e ética no Judiciário, incluindo debates sobre os chamados “penduricalhos” — cujos pagamentos foram limitados pelo STF — e a busca por um Código de Ética para os ministros da Corte, tema sob relatoria da ministra Cármen Lúcia.

Segundo Fachin, a medida responde aos desafios contemporâneos da jurisdição constitucional e busca criar um ambiente técnico para o aperfeiçoamento das instituições. O movimento alinha-se a reflexões recentes de outros integrantes do tribunal, como o ministro Flávio Dino, que tem defendido publicamente mudanças estruturais focadas em governança e legitimidade institucional.

Fonte: UOL