Os principais índices acionários europeus encerraram o pregão desta segunda-feira (8) sem uma direção única. O mercado reagiu à recente escalada de tensões no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo e reacendeu preocupações sobre a inflação e a trajetória dos juros na região.
Tensões no Oriente Médio e recuperação do setor tecnológico
Embora as Forças Armadas de Israel e do Irã tenham anunciado o fim das operações militares iniciadas no domingo, o clima entre os investidores permaneceu de cautela. O ceticismo quanto a uma solução diplomática definitiva manteve a pressão sobre os ativos, mesmo com apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em contrapartida, o setor de tecnologia apresentou uma recuperação global, ajudando a limitar as perdas em diversos índices. Empresas ligadas à inteligência artificial tiveram desempenho positivo, com destaque para a ASML, que subiu mais de 4% em Amsterdã. O setor de tecnologia do índice Stoxx 600 registrou alta de 1,74%.
Variacão de índices e queda de 3,8% na indústria alemã
O cenário foi misto entre as principais praças europeias:
- Londres (FTSE 100):alta de 0,05%, a 10.373,20 pontos.
- Frankfurt (DAX):queda entre 0,47% e 0,58%, fechando próximo aos 24.600 pontos.
- Paris (CAC 40):recuo de 0,23%, a 8.199,29 pontos.
- Milão (FTSE MIB):alta de 0,63%, a 50.208,13 pontos.
- Madri (Ibex 35):queda de 0,66%, a 18.223,72 pontos.
Na Alemanha, o noticiário macroeconômico trouxe preocupações adicionais: as encomendas à indústria caíram **3,8% em abril**, superando a expectativa de queda de 1% dos analistas, o que reforça o temor sobre a fragilidade da maior economia da zona do euro.
Expectativa por decisão de juros do BCE
O foco dos investidores agora se volta para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) nesta semana. Analistas projetam uma elevação de 25 pontos-base nas taxas de juros.
O mercado monitora de perto as sinalizações da autoridade monetária, uma vez que o crescimento europeu segue fraco, enquanto o choque nos preços do petróleo ameaça pressionar a inflação.
Fonte: Globo